sábado, 7 de março de 2009

O cheiro da cebola que esta fritando na cozinha me dá fome.

O vento frio entrando pela janela me dá saudades.

A diferença é que a fome eu mato, a saudades não. Ainda mais de algo que nunca existiu.

As vezes eu acho que sou a única pessoa do universo perdidamente apaixonada por alguém que não existe.

Toda vez que o vento sopra eu sinto que você esta olhando para o mesmo ponto que eu no céu e sentindo aquele vento.

Como pode isso se você não existe.

O médico me disse que existe uma saída para isso: Rivotril.

Sem palpitações, sem sonhos.

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